Por que uma mama pode ficar mais alta que a outra após a prótese de silicone?

A cirurgia de prótese de silicone está entre os procedimentos mais realizados no mundo. No entanto, uma dúvida muito comum entre as pacientes surge quando percebem que uma mama parece estar mais alta ou mais baixa do que a outra. Afinal, isso é normal? Existe solução?

Recentemente, uma situação semelhante viralizou nas redes sociais, quando uma mulher apareceu em uma entrevista com uma diferença evidente na altura das mamas. Embora a situação tenha chamado atenção, ela serve para explicar um tema importante: a assimetria mamária pode acontecer mesmo após a colocação de próteses de silicone.

As mamas naturalmente não são iguais

Antes de tudo, é importante entender que nenhuma pessoa possui um corpo perfeitamente simétrico. As mamas apresentam diferenças naturais de volume, formato, posição da aréola e altura.

Além disso, o próprio tórax possui assimetrias anatômicas. O lado esquerdo abriga o coração, enquanto o lado direito possui uma configuração diferente da caixa torácica. Como consequência, pequenas diferenças entre as mamas são consideradas normais e esperadas.

Por que uma mama pode ficar mais alta que a outra após o silicone?

Existem diversos fatores que podem contribuir para esse tipo de alteração ao longo do tempo.

Contratura capsular

Uma das causas mais frequentes é a contratura capsular. Trata-se de uma reação natural do organismo ao implante, formando uma cápsula ao redor da prótese.

Quando essa cápsula se torna excessivamente rígida, ela pode comprimir o implante e alterar sua posição. Como resultado, uma mama pode ficar mais alta, endurecida e com aparência diferente da outra.

Flacidez e queda da mama

Com o passar dos anos, a pele perde elasticidade. Além disso, oscilações de peso, gravidez e amamentação podem acelerar esse processo.

Nesses casos, a mama pode sofrer queda gradual. Dependendo da qualidade da pele e do peso do implante, uma das mamas pode descer mais do que a outra, criando uma diferença visível na altura.

Alterações no pós-operatório

Embora menos comum, fatores relacionados ao processo de cicatrização também podem influenciar a posição final das próteses.

Cada organismo responde de maneira diferente à cirurgia. Por isso, pequenas diferenças podem surgir mesmo quando o procedimento foi realizado corretamente.

O tipo de plano influencia?

Sim. Atualmente, muitos cirurgiões preferem posicionar as próteses no plano submuscular, ou seja, abaixo do músculo peitoral.

Esse posicionamento oferece maior cobertura ao implante e pode proporcionar mais sustentação ao longo do tempo. Entretanto, mesmo nesse plano, alterações como contratura capsular ou flacidez podem ocorrer.

Por outro lado, as próteses colocadas acima do músculo, no plano subglandular, costumam depender mais da qualidade da pele e dos tecidos para manter sua posição.

Como corrigir essa diferença?

A solução depende da causa do problema.

Em alguns casos, pode ser necessário trocar os implantes e corrigir a cápsula que se formou ao redor da prótese. Em outros, o tratamento envolve a retirada do excesso de pele por meio da mastopexia.

Além disso, algumas técnicas modernas permitem reforçar a sustentação das mamas. Entre elas está o chamado “sutiã interno”, que utiliza estruturas internas para oferecer mais suporte aos tecidos.

Quando existe flacidez associada, a mastopexia continua sendo uma das melhores alternativas para reposicionar as mamas e melhorar a simetria.

É possível prevenir?

Embora não seja possível eliminar completamente os riscos, algumas medidas ajudam a reduzir as chances de assimetrias futuras:

  • Escolher um cirurgião plástico experiente;
  • Realizar uma avaliação detalhada antes da cirurgia;
  • Seguir corretamente todas as orientações pós-operatórias;
  • Manter o peso estável;
  • Utilizar os sutiãs recomendados durante a recuperação;
  • Comparecer às consultas de acompanhamento.

Conclusão

Ter uma mama ligeiramente diferente da outra é algo natural. No entanto, quando a diferença se torna evidente ou surge após a colocação das próteses, é importante procurar avaliação especializada.

A boa notícia é que, na maioria dos casos, existem soluções eficazes para corrigir o problema e recuperar a harmonia das mamas. Por isso, o acompanhamento com um cirurgião plástico qualificado é fundamental para identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.

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