Esse desejo (flacidez) é extremamente comum no consultório e, por isso, precisa ser explicado com clareza, sem promessas irreais.
Afinal, dá para tratar flacidez abdominal sem cicatriz?
A resposta é: depende do seu caso.
Por que nem toda paciente pode evitar cicatriz?
Embora todo mundo queira um abdômen firme sem marcas, nem sempre isso é viável. A decisão depende principalmente de três fatores:
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Qualidade da pele
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Quantidade de excesso de pele
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Presença ou não de diástase abdominal
Quando existe muito excesso de pele, estrias ou flacidez importante, o corpo simplesmente não consegue “absorver” essa pele, mesmo com tecnologias modernas de retração.
O que é a MILA e quando ela funciona?
A MILA (Minimal Invasive Lipo Abdominoplasty) é uma técnica moderna que corrige a diástase abdominal por vídeo, utilizando apenas três pequenos orifícios na região baixa do abdômen, geralmente escondidos na cicatriz da cesárea.
No entanto, essa técnica não é para todo mundo.
Ela funciona melhor em pacientes que:
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Estão próximas do peso ideal
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Têm boa elasticidade da pele
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Apresentam pouca ou nenhuma flacidez
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Não possuem excesso significativo de pele
Quando esses critérios não são atendidos, insistir na MILA pode gerar frustração e resultados estéticos ruins.
E quando a flacidez vem sem gravidez?
Nem toda flacidez abdominal está ligada à gravidez. Muitas vezes, ela surge após oscilações de peso, envelhecimento da pele ou fatores hormonais.
Nesses casos, apenas fazer lipoaspiração pode até remover gordura localizada, mas frequentemente deixa um excesso de pele residual, que não desaparece sozinho. Além disso, insistir apenas na lipo pode aumentar o risco de irregularidades e fibrose.
Quais são as alternativas cirúrgicas possíveis?
Quando a paciente não é candidata à MILA, o cirurgião pode indicar outras opções, como:
Mini abdominoplastia
Indicada quando existe flacidez localizada abaixo do umbigo. A cicatriz é maior que a da MILA, porém menor que a da abdominoplastia tradicional.
Abdominoplastia com “umbigo perdido”
Nessa técnica, o umbigo é reposicionado discretamente, sem cicatriz externa ao redor dele. É uma excelente opção para quem precisa retirar pele, mas não tem indicação de abdominoplastia completa.
Abdominoplastia tradicional
Indicada quando há excesso importante de pele, flacidez global e diástase significativa. Apesar da cicatriz maior, o resultado costuma ser muito mais harmônico e definitivo.
Expectativa realista é o ponto-chave do sucesso
Antes de qualquer decisão, é fundamental alinhar expectativas. A pele não evapora, não encolhe sozinha e não desaparece com procedimentos inadequados. Quando existe excesso real, ele precisa ser removido cirurgicamente.
Portanto, não é o cirurgião que “impõe” a cicatriz. Na maioria das vezes, é a própria história do corpo — variações de peso, envelhecimento e qualidade da pele — que define o caminho.
Conclusão
Sim, é possível tratar flacidez abdominal com pouca ou nenhuma cicatriz, desde que o caso seja bem indicado. Porém, tentar evitar cicatriz a qualquer custo pode resultar em insatisfação e necessidade de novas cirurgias no futuro.
Uma avaliação individualizada, honesta e bem planejada é o que garante segurança, naturalidade e um abdômen que realmente combine com você.
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