Além disso, surge outra dúvida importante: como evitar que o implante desça, fique torto ou se desloque com o tempo?
Para entender isso, precisamos analisar três fatores principais: técnica cirúrgica, tipo de implante e resposta do organismo.
A prótese não é fixada com pontos
Primeiramente, é importante esclarecer que o implante de silicone não pode ser perfurado nem costurado ao tecido. Diferentemente de próteses ortopédicas, o cirurgião cria um espaço interno — chamado de loja cirúrgica — e posiciona a prótese ali.
Antigamente, quando utilizávamos implantes lisos e os colocávamos apenas sob a glândula, o risco de deslocamento era maior. Consequentemente, a prótese podia escorregar com mais facilidade.
Atualmente, porém, utilizamos próteses texturizadas e também revestidas com poliuretano. Dessa forma, aumentamos a aderência ao tecido e reduzimos o risco de movimentação.
Ainda assim, embora a tecnologia tenha evoluído, nenhuma cirurgia com silicone está totalmente livre de intercorrências.
O que pode acontecer ao longo do tempo?
Mesmo quando o cirurgião executa a técnica corretamente, algumas alterações podem surgir. Entre as principais, estão:
Bottoming out (quando a prótese desce além do sulco mamário)
Assimetria entre as mamas
Deslocamento lateral
Deformidade de animação (movimento da prótese ao contrair o músculo)
Nesses casos, pode ser necessário realizar um novo procedimento para reposicionar o implante de silicone.
Como o músculo ajuda a sustentar a prótese?
Atualmente, muitos cirurgiões posicionam o silicone parcialmente sob o músculo peitoral para aumentar a estabilidade.
Nesse contexto, o músculo funciona como suporte natural. Ele ajuda a manter a prótese na posição correta, principalmente na parte inferior da mama, onde fica o sulco mamário.
Além disso, técnicas como a alça lateral — e, mais recentemente, a combinação de alça lateral e medial — criam uma contenção adicional. Assim, o cirurgião forma uma estrutura que reduz significativamente o risco de deslocamento.
Por outro lado, é fundamental não prender completamente o implante. Se houver compressão excessiva, pode surgir a deformidade de animação, situação em que o silicone se movimenta ao contrair o peitoral.
Portanto, o sucesso da cirurgia depende do equilíbrio entre sustentação e mobilidade.
A resposta do organismo também influencia
Além da técnica, o próprio corpo influencia diretamente o resultado. Após a cirurgia, o organismo forma uma cápsula ao redor do implante de silicone. Essa reação é natural, porém varia de paciente para paciente.
Dessa maneira, fatores como qualidade da pele, elasticidade, espessura do tecido e hábitos de vida interferem na estabilidade da prótese ao longo dos anos.
Ou seja, existe o que o cirurgião faz no centro cirúrgico — e, igualmente importante, existe a forma como o organismo reage ao silicone depois.
Por que a boa fixação é tão importante?
Quando o silicone permanece bem posicionado no tórax, respeitando os limites naturais da mama, ele mantém o colo marcado e a projeção por muito mais tempo.
Além disso, quando a prótese está bem acomodada, muitas vezes nem é necessário utilizar volumes muito grandes para alcançar um resultado harmônico.
Em resumo, a estabilidade do silicone resulta da combinação entre técnica adequada, escolha correta do implante e resposta individual do organismo.
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