Embora muitas pacientes cheguem à consulta pensando apenas no volume, a definição do tamanho ideal envolve fatores anatômicos, funcionais e estéticos. Afinal, cada corpo possui características únicas, e o objetivo é alcançar um resultado bonito, equilibrado e seguro.
O que influencia na escolha da prótese?
Antes de definir o tamanho do implante, é fundamental analisar diversos aspectos do corpo da paciente. Entre os principais fatores estão:
- formato do tórax;
- largura da mama;
- quantidade de glândula mamária;
- elasticidade e qualidade da pele;
- espessura do tecido;
- estilo de vida;
- expectativas pessoais;
- prática de atividade física;
- presença ou não de flacidez.
Além disso, também avaliamos se existe necessidade de apenas colocar a prótese ou associar uma mastopexia, que é a cirurgia para levantar as mamas.
Expectativa da paciente faz diferença
Cada mulher deseja um resultado diferente. Algumas preferem um colo mais discreto e natural. Já outras querem uma mama mais marcada, com maior projeção e aspecto mais evidente.
Por isso, durante a consulta, é importante alinhar exatamente o que a paciente deseja com aquilo que o corpo dela realmente permite entregar. Muitas vezes, determinado tamanho não combina com o formato do tórax ou pode comprometer o resultado a longo prazo.
O biotipo interfere diretamente no resultado
O formato corporal influencia completamente na escolha da prótese.
Pacientes com tórax mais largo normalmente precisam de implantes com maior base para que a mama fique proporcional. Caso contrário, a prótese pode parecer “perdida” no tórax.
Por outro lado, mulheres com tórax mais estreito geralmente se adaptam melhor a próteses menores ou mais projetadas.
Além disso, existe diferença entre tórax mais reto e tórax mais arredondado. Em tórax mais arredondados, por exemplo, as mamas tendem a ficar mais lateralizadas e com menor projeção natural.
Quantidade de glândula mamária também importa
A quantidade de mama natural faz muita diferença no resultado final.
Quando a paciente possui boa quantidade de glândula, a prótese costuma ficar mais natural e melhor acomodada. Entretanto, pacientes com pouca mama e pele fina podem apresentar maior visibilidade do implante e até maior risco de ondulações.
Nesses casos, muitas vezes a colocação da prótese abaixo do músculo pode oferecer melhor cobertura e um resultado mais harmonioso.
Formato da prótese: redonda ou anatômica?
Atualmente, os formatos mais utilizados são:
Prótese redonda
É a mais comum. Além disso, oferece maior preenchimento do colo mamário e costuma ser muito utilizada em técnicas modernas.
Prótese anatômica
Possui formato mais natural e menos projetado na parte superior. Embora seja menos utilizada atualmente, ainda pode ser indicada em casos específicos.
Perfis de prótese
Os perfis determinam o quanto a prótese projeta para frente. Os principais são:
- perfil baixo;
- perfil moderado;
- perfil alto;
- perfil superalto.
Hoje, o perfil alto é o mais utilizado, principalmente porque oferece boa projeção sem exageros. Já o perfil superalto costuma gerar um aspecto mais artificial e muito marcado.
Qualidade da pele é fundamental
A qualidade da pele é um dos fatores mais importantes para o sucesso da cirurgia.
Peles mais firmes e elásticas conseguem sustentar melhor o implante. Em contrapartida, peles muito finas, com estrias ou grande flacidez podem comprometer o resultado ao longo do tempo.
Além disso, oscilações de peso, gestações e fatores genéticos também interferem bastante na sustentação das mamas.
Prótese acima ou abaixo do músculo?
Essa é uma decisão extremamente técnica.
A colocação abaixo do músculo costuma oferecer:
- maior cobertura do implante;
- menor visibilidade da prótese;
- melhor proteção do silicone;
- maior estabilidade do resultado.
Enquanto isso, a colocação acima do músculo pode ser indicada em casos específicos, principalmente quando a paciente possui boa cobertura glandular.
Existem riscos?
Assim como qualquer procedimento cirúrgico, a colocação de prótese também possui possíveis complicações. Entre elas:
- contratura capsular;
- infecção;
- assimetrias;
- deslocamento do implante;
- necessidade de futuras trocas;
- alterações na cicatrização.
Por isso, é essencial realizar a cirurgia com um cirurgião plástico experiente e seguir corretamente todas as orientações do pós-operatório.
Simulação 3D ajuda na escolha
Hoje, uma das ferramentas mais interessantes é a simulação 3D. Com ela, conseguimos mostrar diferentes tamanhos e formatos diretamente no corpo da paciente.
Dessa forma, a paciente consegue visualizar melhor como cada prótese pode ficar, facilitando muito a tomada de decisão.
Conclusão
Escolher a prótese ideal não significa apenas optar por um volume maior ou menor. O mais importante é encontrar um tamanho que combine com seu corpo, respeite sua anatomia e entregue um resultado bonito, proporcional e seguro.
Por isso, uma avaliação individualizada é indispensável para definir o melhor formato, perfil e técnica cirúrgica para cada paciente.
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