Qual é a melhor maneira de o seu filho comer mais #vegetal? Abafar o #brócolis em molho, cortar pepinos em formas divertidas ou proibir a sobremesa, até que comam o espinafre? Nada disso. Um novo estudo revela o que poderia ser a melhor abordagem: simplesmente ensinar as crianças sobre nutrição.

Vegetais para seu filho - Dra Georgia Machado. Clinica de Cirurgia Plástica e Estética em Fortaleza.

Os cientistas da Universidade de Stanford, nos EUA, descobriram que mesmo as crianças muito pequenas podem se beneficiar de uma bo alietura para incentivá-las a entender por que é saudável comer alimentos variados. O resultado da experiência foi que o grupo de crianças avaliadas passaram a comer vegetias por vontade própria.

“As crianças têm curiosidade natural, querem entender por que e como as coisas funcionam”, explicaram os pesquisadores. “É claro que precisamos simplificar as coisas para elas, mas simplificar demais tira das crianças a oportunidade de aprender e avançar seu pensamento”.

As pesquisadoras Sarah Gripshover e Ellen Markman desenvolveram cinco livros de histórias que procuram rever o que as crianças já sabem sobre vários temas relacionados à nutrição, como a variedade dos alimentos, a digestão, os grupos de alimentos e os nutrientes.

Em um estudo envolvendo mais de 160 crianças com idades em tre 4 e 5 anos, os pesquisadores distribuíram, em algumas salas de aula de pré-escola, livros sobre nutrição durante a hora do lanche por cerca de três meses, enquanto em outras salas de aula os alunos fizeram o intervalo para lanchar como de costume. Mais tarde, foram feitas perguntas sobre nutrição para as crianças.

Os resultados mostraram que as que tinham lido os livros sobre nutrição estavam mais propensas a entender que a comida tinha nutrientes e quais os diferentes tipos de nutrientes são importantes para várias funções corporais (inclusive funções que não foram mencionados nos livros), disseram os pesquisadores.

As crianças também estavam mais bem informadas sobre os processos digestivos, a compreensão, por exemplo, de que o estômago decompõe alimentos e de que o sangue transporta nutrientes.

Elas também mais do que duplicaram a ingestão voluntária de vegetais durante a hora do lanche, depois da intervenção de três meses, enquanto a quantidade que comeram permaneceu a mesma.

Mais pesquisas são necessárias para determinar se a intervenção conceitual incentiva hábitos alimentares saudáveis fora da hora do lanche e se é eficaz a longo prazo, dizem os pesquisadores.

O estudo, anunciado em 1º de julho, foi publicado no periódico online Psychological Science.

Outra pesquisa separada, conduzida em 2010 por pesquisadores da Universidade Penn State, nos EUA, mostrou que aumentar a quantidade de legumes no primeiro almoço pré-escolar pode ser uma maneira inteligente de levar as crianças a comer mais legumes.

Leia o estudo na íntegra (em inglês) http://pss.sagepub.com/content/early/2013/06/26/0956797612474827

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