Tudo indica que estamos temperando nossa comida com salmonela, de acordo com um novo estudo. Cerca de 7% dos temperos testados pela Food and Drug Administration dos EUA apresentaram contaminação com a bactéria, que pode ser mortal. Eis o que você precisa saber.

É-possível-que-haja-salmonela-no-meio-dos-temperos-na-sua-cozinha Dra Georgia Machado Cirurgia Plástica em Fortaleza

De acordo com uma reportagem do New York Times, um estudo feito com mais de 20 mil remessas de alimentos nos EUA, descobriu que temperos continham cerca de duas vezes a média de contaminação por salmonela de todos os alimentos importados.

Além disso, alguns temperos tiveram maiores taxas de contaminação, cerca de 15% das embalagens de coentro e 12% de orégano e manjericão estavam contaminadas. Outros níveis elevados foram encontrados em sementes de gergelim, curry em pó e cominho. Especiarias com casca rachada são ligeiramente mais propensas à contaminação do que as todas as especiarias. A pesquisa foi publicada na edição de junho do períodico “Food Microbiology”.

O site National Public Radio (NPR), foi de encontro à matéria do NYT, informou que não é preciso comer um monte de temperos contaminados para ficar doente. A bactéria pode entrar em hibernação e se reativar em contato com a água, talvez já dentro de seu estômago, escreveu o NPR.

O simples cozimento pode matar a salmonela, contanto que você use fogo alto. O Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA diz que você pode matar as salmonelas na temperatura de 71º C.

Hoje, não existe qualquer exigência sobre como os temperos precisam ser tratados, pelo menos não nos EUA, o que significa que eles tanto podem estar sendo pasteurizados ou tratados com óxido de etileno, escreve o NPR.

Mesmo que os exportadores de especiarias, como a Índia, estejam tentando melhorar as práticas de manuseio, o NPR acrescenta que isso pode não ser o suficiente. “Você não vai mudar o que acontece em uma fazenda na Índia ou nas Ilhas das Especiarias”, disse ao site Theodore LaBuza, professor de segurança alimentar da Universidade de Minnesota.

“Eles simplesmente não têm a tecnologia para isso.” Depois de ficar ciente do risco da salmonela, o professor parou de colocar alecrim em suas saladas.

Espaço Georgia Machado

Dra Georgia Machadocirurgiã plástica em Fortaleza, Diretora Técnica do Espaço Georgia Machado

Fonte: Relaxnews

Responda